Visão

O projeto Híbridos nasceu do desejo de explorar as várias formas ritualísticas do Brasil, sua musicalidade, seu movimento e de criar um ‘corpo digital’ que permita uma melhor compreensão dessas pessoas e suas práticas.

Durante 3 anos, essa pesquisa foi realizada de maneira independente por Priscilla Telmon, Vincent Moon & Fernanda Abreu sem nenhuma ideia pré-concebida. O que, a princípio, seria um único filme sobre alguns rituais brasileiros acabou evoluindo para uma pesquisa nas várias formas de fazer cinema hoje, na era digital, no paralelo de uma coleção de mais de 100 filmes sobre os rituais espirituais do gigante da América Latina.

Além desse website, você também encontrará outras formas de ‘cinema’ – um longa metragem exibido em festival e salas de projeção, experimentos de cinema ao vivo site specific em vários lugares do mundo, diversas instalações imersivas, uma coleção completa de 75 álbuns e outras que estão por vir...

Esta aventura nunca teria sido possível sem o trabalho anterior de grandes poetas e pesquisadores do Brasil dos últimos séculos – os homenageamos aqui, sem ordem específica:

Claudia Andujar, Tiago Santana, Claude Levi-Strauss, Eduardo Viveiros de Castro, José Medeiros, Maureen Bisilliat, Rosa Gauditano, Pierre Verger, Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Vincent Carelli, Sebastião Salgado, Carybé, Chico Buarque, Caetano Veloso, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Marcus Pereira, Pedro Santos, David Byrne, Mateus Aleluia, A Barca, Siba, Marlui Miranda, Metá Metá, Naná Vasconcelos, Pierre Barouh, Reginaldo Prandi, Glauber Rocha, Os Villas-Boas, Bruce Albert, Darcy Ribeiro, Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi, Jean-Baptiste Debret, Tunga, Paula Gaitán, Alfredo Bello, Maga Bo, Maria Rita Stumpf, Rafael Adorjan, Mawaca, Os Mutantes, Tom Zé, Cristina Tati, Maria Bethania, Joao Moreira Salles, Zé Celso, Lia Rodrigues, Gilvan Samico, Geraldo Sarno, Miguel Rio Branco, Mídia Ninja, Machado de Assis, Euclides Da Cunha, Raoni Metuktire, Davi Kopenawa, Chico Mendes, Roger Bastide, Itamar Assumpção, Elza Soares, Paulo Freire... e muitos outros.

Gostaríamos de agradecer a todas essas pessoas extraordinárias por calçarem o caminho, documentando e destrinchando a poesia dessa terra tropical mais e mais. Híbridos é também uma homenagem a todos eles. Obrigado. Saravá, minhas mães! Saravá, meus pais !

Foram tantas pessoas incríveis e amigos que nos abriram seus coraçoes e suas casas através de todo o Brasil, que seria impossível mencionar todas elas. Nossa aventura espiritual não seria possível sem eles e sem os mediums, mestres, devotos, crentes, curandeiros, inventores e espíritos que nos guiaram. Híbridos é dedicado a todos eles, a terra chamada Brasil, aos seus Viventes. Viva !

De acordo com o ethos da espiritualidade, seguindo nossa pesquisa sobre música pelo planeta, o projeto Híbridos é registrado sob a licença Creative Commons, permitindo às pessoas que compartilhem e mantenham o movimento dos padrões naturais. Por favor, Toque !

Petites Planètes é um projeto em andamento composto de filmes, gravações de música, performances de cinema, instalações imersivas, textos e fotografias artísticas.

Uma produtora independente criada pelos artistas Priscilla Telmon e Vincent Moon, a coleção Petites Planètes se dedica a explorar os limites entre cinema, música e formas expandidas de rituais modernos. Nossa visão transita entre a criação de documentários, pesquisa etnográfica e experiência fílmica.

Pesquisando a poesia no âmbito pessoal e coletivo dos rituais, fizemos expedições e filmagens em todos os continentes em centenas de comunidades pelo mundo

Acreditamos em uma sociedade onde as práticas locais são preservadas e celebradas, onde a noção de identidade global emerge em direção a outros níveis de consciência.

Trabalhamos em direção a tal evolução, propondo às pessoas novas formas de se relacionar com a arte e o sagrado, e mergulhando nós mesmos em todos os possíveis estados de transe.

Todo o nosso trabalho é compartilhado sob a licença Creative Commons, disponível para todos. Pensamos que assim estamos rascunhando pontes entre as realidades espiritual e material.

Estamos em constante movimento, vivendo de acordo com nossos projetos e com os encontros pelo caminho. Acreditamos no improviso, no acidente, no caos para criar laços.

Acreditamos que somos todos indígenas com a missão de tomar conta de todos a nossa volta. Tudo, o tempo todo. A vida é um ritual constante e tudo o que precisamos é de re-abrir os olhos.